DaMula
07 Maio 2008
Vida...

Em vez de tentares acrescentar dias à vida, não esqueças que, o que importa verdadeiramente, é acrescentar vida aos dias...

MANIFESTO
EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA
CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO
(Ao abrigo do disposto nos Artigos n.os 52.º da Constituição da República Portuguesa, 247.º a 249.º do Regimento da Assembleia da República, 1.º n.º. 1, 2.º n.º 1, 4.º, 5.º, 6.º e seguintes da Lei que regula o exercício do Direito de Petição)
Ex.mo Senhor Presidente da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro
1 – O uso oral e escrito da língua portuguesa degradou-se a um ponto de aviltamento inaceitável, porque fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.
Se queremos um Portugal condigno no difícil mundo de hoje, impõe-se que para o seu desenvolvimento sob todos os aspectos se ponha termo a esta situação com a maior urgência e lucidez.
2 – A agravar esta situação, sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado) e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia.
Lamenta-se que as entidades que assim se arrogam autoridade para manipular a língua (sem que para tal gozem de legitimidade ou tenham competência) não tenham ponderado cuidadosamente os pareceres científicos e técnicos, como, por exemplo, o do Prof. Doutor Óscar Lopes, e avancem atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica. Não há uma instituição única que possa substituir-se a toda esta comunidade, e só ampla discussão pública poderia justificar a aprovação de orientações a sugerir aos povos de língua portuguesa.
3 – O Ministério da Educação, porque organiza os diferentes graus de ensino, adopta programas das matérias, forma os professores, não pode limitar-se a aceitar injunções sem legitimidade, baseadas em "acordos" mais do que contestáveis. Tem de assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto. Sem delongas deve repor o estudo da literatura portuguesa na sua dignidade formativa.
O Ministério da Cultura pode facilitar os encontros de escritores, linguistas, historiadores e outros criadores de cultura, e o trabalho de reflexão crítica e construtiva no sentido da maior eficácia instrumental e do aperfeiçoamento formal.
4 – O texto do chamado Acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades – não tem condições para servir de base a qualquer proposta normativa.
É inaceitável a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes "mudas" – muitas das quais se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.
Não faz sentido o carácter facultativo que no texto do Acordo se prevê em numerosos casos, gerando-se a confusão.
Convém que se estudem regras claras para a integração das palavras de outras línguas dos PALOP, de Timor e de outras zonas do mundo onde se fala o Português, na grafia da língua portuguesa.
A transcrição de palavras de outras línguas e a sua eventual adaptação ao português devem fazer-se segundo as normas científicas internacionais (caso do árabe, por exemplo).
Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania.
Os signatários,
Ana Isabel Buescu
António Emiliano
António Lobo Xavier
Eduardo Lourenço
Helena Buescu
Jorge Morais Barbosa
José Pacheco Pereira
José da Silva Peneda
Laura Bulger
Luís Fagundes Duarte
Maria Alzira Seixo
Mário Cláudio
Miguel Veiga
Paulo Teixeira Pinto
Raul Miguel Rosado Fernandes
Vasco Graça Moura
Vítor Manuel Aguiar e Silva
Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho
Zita Seabra
...
Espero e acredito sinceramente que esta não será apenas mais uma iniciativa contra o Acordo Ortográfico, mas sim a iniciativa que irá conseguir reunir apoios suficientes para dar uma prova definitiva de como existe um sentimento generalizado contra esta mudança que nos querem impor. Mais do que uma simples contestação, é a defesa da nossa identidade que nos move, e quando assim é, haverá causa mais nobre?
Por tudo isto e porque sim, eu digo NÃO ao A.O!!
Poderão juntar a vossa voz a esta causa em Manifesto em Defesa da Língua Portuguesa contra o Acordo Ortográfico, pois todos não seremos demais.
07 Janeiro 2008
Bom ano..

Ainda não tinha desejado um bom anos aos meus leitores, não porque não lho deseje, mas porque a indisponibilidade tem sido quase uma constante.
Desde sempre estabeleci prioridades e, definitivamente, um ou o blog nunca será uma delas. Existirá apenas e exclusivamente como “escape” de um dia a dia atribulado, mas sempre e só quando haja tempo para “escapes”.
Hoje escapuli-me para, não só vos desejar um bom ano, como fazer uma análise ao ano que findou.
Foi um ano positivo, com algumas realizações pessoais concretizadas. Não escondo os momentos menos bons, difíceis, numa luta frenética e sem tréguas, contra a doença do século, felizmente vencida com coragem , união, persistência e a alegria que sempre nos caracterizaram. Esta guerra já vencemos, meu sogro.
Voltou a serenidade, esperemos que fique por cá "ad eternum”, no que respeita a desaires de saúde, que os outros sempre se resolvem.
Se outrora havia alguma tolerância da minha parte com determinadas atitudes,tidas com a minha pessoa, foi perdida, no preciso instante em que se mostraram não passar de simples “abéculas”. Foram mandadas às urtigas, todas.( assim sempre se sentirão mais acompanhadas)Como para lá irão, todas as que venha a detectar pertencerem à mesma classe, neste aspecto também foi positivo, e assim, “adeus abéculas, vão ser fingidas para o raio que as parta”.
O inverso também aconteceu, pessoas que me surpreenderam em actos de solidariedade mostrando que, ser-se gente, é muito mais do que ter um corpo ou um cérebro, ou simplesmente por serem elas mesmo, genuínas, frontais.
Profissionalmente não me queixo, tenho o que procurei, faço o que gosto e com gosto.
Foi um ano positivo. Que 2008 seja assim.
Para vós, um BOM ANO.
14 Dezembro 2007
Nudez...

A minha amiga rogou-me a praga dos desafios. Não havia como negar-lhe e aceitei com gosto, até porque é uma semi-nudez...
O que te choca: A violência com crianças ou mulheres
O que te arrepia: Uii tipo pele de galinha?..hummm... o frio
O que te excita:As lambidelas nas orelhas contam? E um desafio?
O que te solta: Um bom diálogo
O que te faz rir: Quase tudo, sou tipo “taxa arreganhada”
O que te faz chorar : Uma pestana no olho.
O que te causa náuseas: Gente falsa, conseguia até vomitar-lhes em cima
O que te falta para seres feliz: Nada
O que te traz infelicidade: O sofrimento de quem amo
O que te magoa: A "memória curta"
O que desejas: Continuar a ser feliz
O que receias: Doenças graves
O que não queres perder: O que tenho
O que queres alcançar: O lugar da frente
Uma data que abomines: Nenhuma em particular
Uma festividade que adores: Ainda o Natal em familia
Uma qualidade que aprecies numa pessoa: Honestidade e sentido de humor (ora bolas, assim são duas...)
Uma característica que abomines numa pessoa: A mentira
Uma mentira que tenhas dito: Chego amanhã. (e antecipei-me)
Uma nostalgia: Não sou muito nostálgica, mas recordo a infância, os meus avós…o meu pai, com saudade.
Não o passo porque é quase Natal, mas para o ano, quiça...
20 Novembro 2007
Desafios da quinta linha...

Desafios de quinta linha, de uma não qualquer página, mas a 161, feitos à 2ª feira e respondidos à terça ...
Diz a quinta linha ".......dequado ao seu perfil."
Sem as quatro linhas anteriores, torna-se imperceptível. E porque todas as linhas são importantes, aqui fica a transcrição integral das primeiras cinco, da página 161.
"...era o Manuel quem ficava a ganhar, com as meias e gravatas que o Senhor Doutor rejeitava-ou porque se repetiam os padrões e os géneros (e ele não gostava de possuir um guarda-roupa muito extenso), ou porque o estilo era desadequado ao seu perfil."
In "Os meus 35 anos com Salazar"
By Joaquim Vieira e Maria C. de Mello Rita
O Desafio foi do Notas Soltas
a quem envio um abraço e felicito pelo excelente trabalho.
19 Novembro 2007
Momentos quase mágicos...
16 Novembro 2007
Pensamentos genuínos...
15 Novembro 2007
Pensamento do dia...

“O que fazemos durante as horas de trabalho determina o que temos; o que fazemos nas horas de lazer determina o que somos.”
Charles Schulz
29 Outubro 2007
Até.....

A Manuela foi ontem a enterrar.
Faleceu no sábado, após despedir-se do marido, por si chamado às pressas.
Mais uma vitima da doença do século.
Fez 45 anos na sexta feira.
Para trás deixou 2 filhos, um deles deficiente profundo, que até então tratara com todo o amor, apesar das dificuldades inerentes.
“Que vai ser daquela criança?” Questionava-se quem a acompanhou à sua ultima morada.
Estou certa que amor continuará a recebê-lo, pensei, o resto será uma incógnita,..e que incógnita!...
A vida encarregou-se de nos separar. Cursos diferentes, opções de vida distintas, partidas para lugares distantes, aliados à inerente juventude, perdemos o contacto durante anos.
No ano passado reunimo-nos num almoço que, havíamos decido ser, não de faculdade, mas de liceu. Foi dos períodos mais marcantes das nossas vidas, o período em que tivemos que optar e definir tudo.
Se bem o pensámos, melhor o fizemos e através do colégio que havíamos frequentado, conseguiu-se o contacto de todos e lá estávamos, todos, sem excepção, no dia combinado, à hora certa, no próprio colégio que outrora foi nosso.
Passaram –se quase 30 anos, era inevitável que as emoções não falassem mais alto. Apesar dos anos, mantinha-se a mesma energia positiva, os sorrisos resplandeciam e os olhos não mentiam, estávamos felizes, ávidos uns dos outros.
A Manuela também foi. Cobriu a cabeça com um lenço, abriu-nos os braços e repetia continuamente, há 30 anos…há 30 anos…enquanto as lágrimas lhe saltavam dos enormes olhos negros..
Quando nos despedimos prometendo voltar daí a um ano, olhou-nos a todos e disse “ Não sei se lá chegarei, mas chegando, contem comigo".
Não chegou.
Falta apenas um mês para um novo encontro e, apenas por um par de dias, não voltaremos mais a ver a Manuela.
Mas estarás lá, prometo, estarás lá nesse dia...
Descansa em Paz, Amiga.
22 Outubro 2007
Ofertas governamentais...

Não é suposto o acto de nascer realizar-se com a maior serenidade possível?
Não deve a apresentação ao mundo tratar-se de um acto inesquecível para a mãe e filho?
Pois bem, querem mais inolvidável que os nascimentos que são, actualmente, proporcionados às grávidas?
A pensar nelas os nossos governantes colocaram à sua disposição magnificas ambulâncias, que vemos circular pelas nossas auto-estradas. Com elas, alguns jovens bombeiros que podem assistir “in-loco” a este feito deslumbrante.
Dada a genialidade da “oferta”, espero bem que as suas esposas (dos governantes), mulheres ou afins, possam heroicamente usufruir desta benesse! Sim, que como diz o povo, o sol quando nasce é para todos!!.
17 Outubro 2007
Despertar consciencias....
12 Outubro 2007
Kit de fim de semana...
02 Outubro 2007
Relutâncias...

Se até então havia alguma relutância em coabitar com um cão num apartamento, hoje está completamente dissipada.
Foram anos e anos a dizer não, de repente, um focinho preto e uns olhos meigos, destroem todos os argumentos usados em prol dessa negativa.
"Vamos fazer a experiência", diz..."se não quiseres ele vai embora , fica só no fim de semana." (grande jogada)
Tretas, como se lá em casa se fizessem experiências com animais! O facto é que ficou e está feliz.
Acho que a sorte dele começou no dia em que foi abandonado pelos donos, e foi recolhido temporáriamente por uma familia que, apesar do pouco espaço, o tratou e fez dele um animal especial.
Continua o flagelo do abandono de animais e, eu continuo a achar que, quem abandona um animal,fará o mesmo a pessoas,sem qualquer relutância... é só uma questão de tempo e oportunidade.
Gentinha!!
20 Setembro 2007
Amanhecer...
17 Setembro 2007
Mudam-se os tempos...
Tempos houve em que éramos valentes.
Mudaram os tempos e com eles a vontade.
Hoje, ao invés de continuarmos a ser destemidos invasores, somos invadidos pacificos, imagine-se, pelo tomate espanhol, a beringela alemã e a beterraba francesa

Envergonhem-se antepassados meus, que a valentia de vós herdada , por ser inútil, foi preterida por três dúzias de eggs ingleses


e uma vaca holandesa
Esta nossa valentia, ainda um dia nos levará, sabe-se lá onde..
07 Setembro 2007
Relax...
04 Setembro 2007
Retrospectivas...

Pois é, passou um ano.
Para quem antevia que um mês bastaria para um fim anunciado, lixou-se, já lá vão doze e não penso sequer em acabar com ele.
É positivo o balanço.
Por aqui passaram pessoas com os mais diversos tipos de carácter. Uns complicados, outros nem tanto e outros ainda de uma simplicidade marcante.
Uns tiveram o atrevimento de comentar, outros limitaram-se a entrar em silêncio e observar, desconhecendo as regras da boa educação que diz, no mínimo, cumprimenta-se o dono da casa, é quase como ir a casa de alguém e aproveitar a sua ausência para lhe abrir as gavetas dos armários.
Confesso que algumas vezes fiz o mesmo em blogues de gente amiga ou conhecida, mea culpa, (penitencio-me por tal) noutros nem me dou ao trabalho de entrar (aqui o Zorzé está a pensar, “Que tipa (não gosto do termo “gaija”) mais arrogante!.) ao que lhe respondo “ Tem dias!!”.
Por cá passaram alguns já ausentes ou desaparecidos,(será que mudaram de “casa”?) que deixaram marca, pela genialidade possuída, relembro a Likas uma Senhora que me contrariava em cada letra (saudades de te ler D. Likas) e um homem o Antonio Rosa, um Senhor, cuja presença era um ensinamento para todos nós, pecou pelo exagero quando num dia de insanidade me incluiu no conjunto dos mestres da blogagem, quando mestre era ele próprio. Se me ler, aqui fica um abraço.
E se estou em maré de lembranças, recordo o Bigmac, pessoa que me ajudou muito nas andanças da escrita que, com a sua paciência, me foi ensinando como construir um blog. Em comum tivemos projectos de sucesso.
A propósito.." Volta e trata do teu blog que está a ficar com teias de aranha."
Alguns foram desaparecendo aos poucos, outros nunca vieram (gargalhando), outros ainda só cá vêm quando visitados.
Mas tenho visitas assíduas que, com a sua presença, vão dando também continuidade ao blog, mesmo não estando eu por cá, pese embora a maioria das vezes não retribuir a visita,lamentavelmente por falta de tempo.
A esses, alguns deles também amigos pessoais, o meu muito obrigada pela vossa estima e consideração (Nomes? Eles sabem quem são).
Reparei igualmente que por estas paragens funciona muito o hábito do “Levas um comentário se me comentares também “,contudo há excepções e, quero lembrar o Casimiro dos Plásticos e o LB, meus fieis leitores a quem eu, ingrata, raramente visito.
Neste ano preciso recebi ainda alguns “mimos”, fica o aviso, se voltam sequer a tentar importunar-me como tentaram, infrutiferamente, escarrapacho-lhes aqui tudinho (e não só!), se há coisas que não tolero é a intriga e a mediocridade.
Mas foi um bom ano, quer de realizações pessoais, quer profissionais e, o meu bloguito fez parte delas.
Se as palavras aproximam , as mesmas separam, mas é com elas que por cá nos vamos entendendo.
Vamos pois tratar da palavra, caros companheiros bloguistas. É a vossa vez, já que sois vós que, diáriamente, contribuís para a sua dignificação.
Um bem haja a vós.
29 Agosto 2007
Palavras...

Palavras são vocábulos defuntos de pensamentos apócrifos.
Não todas, mas grande parte direccionada a situações ou gentes que jamais se consciencializarão da sua existência.
São sonhos, suspiros, desejos, paixões ou tesões, jamais articulados por medo, agnosia , inépcia, comodismo.
Elas são mecânicas, calculadas e previsíveis, em resposta a silêncios gritantes.
Elas fortalecem-se, crescem seguras, prenhes de propósitos, com sentidos múltiplos na leitura de quem as lê ou aos ouvidos de quem as ouve.
Elas são eternas, acutilantes, devassas, ocas, mudas, vazias de sentidos, mudas.
Elas são folhas soltas de vida, efémeras , sensatas e insensatas, ingénuas.
Elas são o refugio de quem se esconde mas é visto.
Elas são contraditórias, impulsivas.
Elas são tudo e nada.
Ahh as palavras…..as palavras…..
Etiquetas: Divagações
02 Agosto 2007
Standby...
Finalmente descansamos da leitura deste blog, pensais vós. Mas olhem que volto!!
Boas férias, aos que dizem só ler disparates aqui, aos que se pronunciam com comentários, aos que entram mudos e saem calados e a mim.
27 Julho 2007
Reflexão..

Se nós somos o que pensamos, alguns andam a pensar mal, porque são o oposto de quem pensam ser.
Etiquetas: reflexões
26 Julho 2007
A uma menina especial...
Aqui fica um carinho de quem te quer bem.
Parabéns à Patrícia que hoje entrou na “casa dos intas “

Etiquetas: Amizade
23 Julho 2007
Limites..

Hoje decidi cumprir os limites de velocidade impostos na nossa capital.
Ah pois, ao fim de muitos avisos, “Olha que qualquer dia és multada!” decidi-me a seguir à risca as regras de trânsito, acatando escrupulosamente a lei e controlando ao milímetro o conta quilómetros.
O resultado foi genial, no mínimo ofenderam-me a mãe 7 vezes, ameaçaram mandar-me o carro para a sucata e levei 478 buzinadelas.
Oh Sr Ministro afinal o que pretendia com isto? Dar-nos lições de civismo, traumatizar os automobilistas, aumentar as filas de trânsito ou encher os cofres das entidades que multam?
Cheira-me que ganha o ultima hipótese.
21 Julho 2007
Parabens ..(com um dia de atraso, mano)
Passam os anos, resta-nos vivê-los com serenidade, alegria, intensidade e com a amizade que sempre nos uniu.
Gosto de ti, minha amiga.

Etiquetas: Amizade
10 Julho 2007
Voos rasantes..
Ao longo dos anos aquela bola de fogo aumentara, consumindo-o na sua essência, impelindo-o numa luta interior, sem tréguas, contra a perfeição compelida,que sabia vir a torná-lo um dia, num ser insensível, apático.Negara a frieza embora dela fizesse uso contínuo. Exigira de si, mais do que de si mesmo seria possivel, mais do que lhe era imposto, numa tentativa quase insana de contrariar o reclamado, desdobrando-se entre o perfeito e o sublime.
Fizera-se critico acérrimo, intransigente nas suas convicções. Disputou cargos, gladiou-se em lugares promíscuos de certezas, conquistou dúvidas de outrem, prostituiu o sonho.
Repeliu aventuras, colheu glórias, entediou-se.
Hoje, pela primeira vez, um bando de míseras gaivotas mostrara-lhe que,afinal sabia voar.
Momentâneamente sentiu-se escorraçado do voo…não, enganou-se. Elas ensinavam-no a voar e ele, qual falcão rasava os céus, intocável…voava….voava…
"Doutor,senhor doutor…Oh doutor!! O senhor sente-se bem?"
"Sim, claro, sinto."
Sentia-se bem, por breves instantes tinha naufragado num mundo proibido, sonhara.
Voou, baixinho, mas voou..e sorriu.
Etiquetas: Sonhos
09 Julho 2007
Parabéns "Maíana"
Lembra-te, mesmo que a tia não possa estar presente, adora-te, a ti e à mana
Xi coração apertadinho
07 Julho 2007
Finalmente...
03 Julho 2007
Just kidding..
A maior parte deles tratam-se de ofertas de serviços (e que serviços!).
Hoje recebi estes que transcrevo
"
1 Penis Enlargement Solution in the World
You can order it here http://..........info
100% Guaranteed risk free results or your Money Back!”
“
It doesn't seem good for ya..
and you can't call yourself a Man, from the capital letter M, because your dick is damn short?
It's not a problem anymore
with our brand new remedy pills
that will make your dick REALLY BIGGER!
Check out our rock-bottom prices
for this remedy order here http://........com/ (que não lhe vou fazer publicidade)
No kidding!”
Este no kidding despoletou uma onda de “ Eu já lhes digo quem brinca!!” e sem qualquer relutância respondi-lhes!
“No kidding? Me?... No kidding,You!!
Take this treatment, and completely free!! humff!
01 Julho 2007
Gifts..
"Um par de tomates"

Outro presente (só me mimam) oferecido por alguém muito especial e por quem nutro enorme afecto.

Obrigada a ambas pela gentileza.
29 Junho 2007
Mentes "turvas"....
O Homem deixou de entender o mundo, quando deixou de entender-se, mesmo que afirme o inverso.
Na sua vulnerabilidade tornam-se obsessivos, levando-se a tomar as atitudes mais ridículas e desapropriadas .
Alguns abusam delas, fruto de “stresses” diários e de uma imaginação desequilibrada.
Nesse aspecto o ” bicho mulher ” ganha-lhe em pontos e para alguma(s), aqui fica uma recomendação.
Outrora cosiam-se meias, hoje, com a sofisticação dos costumes, recomenda-se o uso da bicicleta, o que, juntando o útil ao agradável sempre ficam mais “firmes” e esbeltas.
Obviamente que outros objectos existirão, aproveite a imaginação para nela os repescar, deles fazendo proveito e, aí sim, talvez se dissipe a névoa mental.
Use e abuse do objecto abaixo indicado, gastando assim as energias de forma mais útil e eficaz, ao invés de se dedicar à intriga.
27 Junho 2007
Loucuras saudáveis..
Bem... confesso que o prazer é tanto e, sabendo à partida que a pessoa em questão não é de ridículos melindres, raios me partam se, depois desta, não vos mostro mais uma, obviamente que noutra altura.
Foi assim, um grupo de gente simpática reuniu-se para aplaudir, de pé, (que cadeiras viste-as ) o amigo Rafeiro Perfumado, pela publicação da sua obra prima. (quando houver outra, veremos que parentesco lhe atribuiremos).
Desse grupo afável gerou-se um sub-grupo que por afinidades várias saboreou o dia em grande. ( e também a noite, conforme poderão constatar)
Como estas coisas abrem o apetite a qualquer um que se preze, decidiu-se por bem ir petiscar.
Lá fomos! A escolha do local foi outra aventura de indecisões, mas conseguimos fazê-lo ainda no próprio dia! Parecia tudo a favor dos “borguistas”, até o empregado que se revelou um castiço da hotelaria.
Assuntos não faltaram, sorrisos, gargalhadas até às lágrimas e, aqui para nós, lágrimas também, que gente que é GENTE, chora!
As horas passaram sem que por elas déssemos e, a cereja no topo do bolo foi guardada para a posteridade. Aqui fica a partilha, e um enorme bem haja a todos que nessa noite participaram, naquilo que defino por, “BONS MOMENTOS”
19 Junho 2007
Gentes, palavras, atitudes..
Já quase tudo foi inventado desde a criação do “b.a.b.a” chamaram-lhe abecedário. Misturaram-se letras, criaram-se palavras, com elas frases, algumas de rara beleza, outras ocas, outras ainda plenas de ridículo vazio, desprovidas de sentido, impróprias, indignas de uso por quem se aquilata gente.
Falta-lhes Tudo.
Não basta saber escreve-las ou proferi-las de forma correcta, é preciso senti-las, é preciso expurgá-las com veemência e veracidade. É preciso mais do que palavras, que tão bem articulamos.
É preciso atitude.
Esqueceram o gesto em prol da displicência, esquivam-se na sua frieza de fato e gravata. Ignoram, discriminam o Outro que se lhe não equipare. Olham para o lado num trejeito menosprezável, como quem diz “Que maçada!”
"Quer a Cais?" E o gesto subsequente adivinha-se.
Tão pouco originais no seu enfado.
Quase em surdina “Paga-me uma sopa?” É o derradeiro desplante de quem hoje, apenas poderá ingerir uma sopa.
Hoje fomos pouco originais, perdoem, só lemos a Cais.






